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Diamantina - o retrato da dona da história
Assisti à peça em setembro e posso dizer: A presença de palco da atriz Tânia Cavalheiro é incrível. Ela emociona a platéia e faz o público ser levado para dentro da história. Vale a pena conferir.
Texto, atuação e direção: TÂNIA CAVALHEIRO
Onde: Teatro GLÊNIO PERES. Av. Loureiro da Silva 244.
Quando: SÁBADOS de OUTUBRO: 9, 16, 23 e 30 - 20 horas.
Quanto: ENTRADA FRANCA. (Estacionamento cortesia no pátio da Câmara Municipal)
Sair com um casal de amigos muitas vezes é sinônimo de presenciar uma DR (discussão de relacionamento), da qual você não faz parte. Nem sempre ser platéia é divertido ou confortável. E tem um casal de amigos que a cada duas frases usam aquela palavra, que não deixa entender como ainda estão juntos: IDIOTA.
- Tu não “viu” que o carro ia dobrar, sua IDIOTA – diz ele.
- Tu não sabe que o outro caminho é mais rápido, seu IDIOTA. – afirma ela.
Logo cada pequena ação que um contrariava o que o outro pensava era transformada em uma IDIOTICE só. A intimidade própria dos amigos me fez dizer que era tão feio se chamarem de idiota na frente das outras pessoas. Então resolvi dar uma sugestão.
- Cada vez que tu pensar em reclamar alto e chamar o outro de IDIOTA, pensa e diz: MEU AMOR.
Funcionou, por dois dias. Tempo que eu estive visitando eles na cidade. A noite virou uma sinfonia de Meu amor pra cá, meu amor pra lá, meu amor, meu amor, meu amor. Claro na última visita que fiz para eles, o MEU AMOR tinha retornado ao seu-sua IDIOTA. Minha tentativa fracassou.
Percebi que rebaixei o amor a uma idiotice.
Mas talvez seja isso mesmo.
Logo, te adoro Meu Idiota.
A cultura é um direito de todos. Mas quantas vezes você viu uma peça de teatro com tradutor de libras (linguagem brasileira de sinais)?
A última peça que participei “Tem Quintana na Casa” com direção de Bob Bahlis teve uma sessão com a intérprete de libras Mariana Alencastro. Que fez o maior sucesso. Uma bela iniciativa, com lotação da sala esgotada, sendo que 30% dos assentos já estavam destinados a um grupo de surdos.
Infelizmente, ainda há poucas iniciativas no teatro de inclusão aos surdos. Por isso quero divulgar a peça da colega Tânia Cavalheiro – A Fuga, que estreou na sexta-feira passada.
A Fuga é um monólogo de uma história verídica da vida de Diamantina. O monólogo se passa no ano se 1910 e conta a vida de uma mulher cansada de viver à sombra de seu agressivo marido, resolve fugir numa carroça puxada por um boi, com oito dos onze filhos, rumo ao desconhecido.
O texto e a interpretação são de Tânia Cavalheiro, e a história é uma homenagem de Tânia para sua avó Diamantina que foi uma mulher à frente de seu tempo. Eu estou louca para ver a peça, irei nessa sexta-feira, dia 10 de setembro, na sessão que terá interprete de libras.
Sexta é dia de A Fuga:
Local: TEATRO GLÊNIO PERES. Av. Loureiro da Silva, 255. Centro.
(ESTACIONAMENTO CORTESIA NO PÁTIO)
O Teatro Glênio Peres tem acesso para pessoas com dificuldades físicas.
Datas: Setembro: 10, 17 e 24.
Horário: 20 horas.
Entrada: Franca!
Que saber mais sobre a peça A Fuga? Acesse o blog da Tânia.