sábado, 31 de maio de 2008

Essas palavras

Palavras que limitam demais.
Palavras que aproximam mais.
Palavras sem pai.
Palavras sem paz.

Essas palavras essa que eu queria te falar

sexta-feira, 7 de março de 2008

22/out/2006

Mudanças radicais na alma,
Que pena, que pena...
Não sou mais pequena.
Queria acreditar que tudo vai mudar tão rápido quanto o previsto,
Mas já nem acredito nisso...
Talvez por isso tudo continue assim,
Longe, distante
Fugindo de mim
Tudo minha culpa

Ainda bem

Um dia qualquer 05/out/2006

A chaleira desafinada avisa quando a água está quente,
Vamos brindar com um chá?
A chuva,
O tempo nublado,
A inspiração subita.
Daqui a pouco eu vou ter que sair,
Pisar em poças,
Molhar a barra da calça,
As mangas da blusa,
Para pagar contas,
Fazer comprar,
Depois vou ter que voltar,
Trocar de roupa,
Arrumar a casa,
Lavar a louça,
E dar gracias a vida,
Que ainda é boa

05 out 2006

O tempo passa e deixa
E deixa o que deixei pra trás
Lá atrás ficou
Aquilo que não me amou
Só permanece o que merce
O que se torna inesquecivel
Por motivos escondidos
Você ficou ontem e para sempre
Aqui comigo
Em cada suspiro
Lágrimas e risos
Te guardaram
Na nossa eternidade

terça-feira, 4 de março de 2008

É preciso ir longe,
Necessário ir fundo,
Se afogar em um mundo desconhecido,
Descobrir toda beleza na alegria,
O lugar não é aonde, é como e porque.

Ser mais bravo do que forte,
Crescer com a negação,
Escolher bem os seus heróis,
Melhor ainda seus irmãos,
Chegar mais perto.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Quanto tempo tenho pra matar essa saudade?

[o título foi roubado de uma música brega de uma cantora de axé, culpa do Rodrigo que me contaminou pelas músicas bregas]

Até quando tu ficas aqui?
A melhor maneira de realmente curtir a companhia de alguém é o tempo que isso vai durar, ou melhor, a certeza do tempo.

Tem aquelas pessoas que por mais que ficamos de combinar algo nunca rola, fica sempre assim: bah vamos combinar um chimas qualquer dia, uma balada, qualquer coisa para colocar o papo em dia. E passam-se os dias e você continua sem ver ninguém.

Por isso gosto quando alguém me diz: Tô indo pra aí, vou passar três dias, vê o que a gente pode fazer. Ou então nesse mês vou estar ai de férias, mas só fico até o final do mês. É como um puxão de orelha no sentido positivo, é o tempo que sabemos que vamos ter para desfrutar a companhia de alguém.

Talvez pareça estranho mas pra mim é extremamente necessário. Quanto tempo tenho pra matar essa saudade? Bom, hoje eu tenho só 24hs! E acordei às 8 da manhã apesar da ressaca para não desperdiçar um minuto.

E depois que a saudade passa, é melhor viajar.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Rede das Línguas


Duas pessoas que falam línguas diferentes e com um oceano que as separa, podem entrar em contato um dia? Bem-vindo a rede das línguas.

Eles não tem nada em comum além de um amigo. Ela viu uma foto dele e achou ele legal, perguntou para o amigo em comum se seria possível falar com ele. A resposta foi positiva, mas com um único problema; a língua.

Ela fala alemão, inglês, e arrasta um espanhol. Ele fala português e um pouco de espanhol. Vocês já estão imaginando o quão difícil vai ser essa conversa.


Primeiro dia que se falam, o tradutor no computador dela ajudou. O Portunhol dele vai bem, obrigado. Nenhuma conversa longa, nem nada demais. Apesar de poucas frases 'entendiveis' entre eles, a simpatia para vencer as barreiras da língua ficou clara.

Depois disso eles continuam se falando nada demais, mas cada vez a comunicação flui melhor. A vontade querer se comunicar vale mais do que qualquer conversa vazia que estamos acostumados.